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43º aniversário do 25 de Abril de 1974

por Arte&Cultura, em 30.04.17

O luso Argentino Victor Lopes realizou filme documentário sobre Aristides de Sousa Mendes e apresentou no Festival de Politica no cinema São Jorge em Lisboa – Portugal e no Auditório da Escola de Negócios e Governação em Cabo Verde

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O filme – de cerca de 30 minutos e filmado em Buenos Aires – narra o período da história de junho 1940 em que Aristides de Sousa Mendes, cônsul português em Bordéus assinou cerca de 30 mil vistos a pessoas, salvando-os assim da morte quase certa no período negro do Holocausto e permitindo com que fugissem do país. Uma decisão que, por ser contrária às ordens de Salazar, engrandeceu a sua figura.

O realizador Victor Lopes, um argentino com raízes portuguesas, se apaixonou pelo humanista português em 2012, ao ler um artigo de jornal sobre a sua vida.

O documentário divide-se em duas partes: uma em que é fiel à história de Aristides e uma outra que é ficcionada.

Na tela conta-se a história de sete dias na vida do cônsul português na cidade francesa de Bordéus que, entre 16 e 23 de Junho de 1940, assinou cerca de 30 mil vistos que permitiram a muitas famílias de origem judia abandonar França tomada pelos nazis. Os salvo-condutos abriram a porta à entrada em Portugal e, para muitos, a viagem até ao outro lado do Atlântico, o filme inicia com o fado “Abandono” na voz da saudosa Amália Rodrigues, um fado com letra de David Mourão Ferreira em memória de todos os presos politicos do campo de concentração de Tarrafal de Santiago – Cabo Verde, finaliza com “Libertango” de Astor Piazzolla.

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Depois do exito em Lisboa, o filme foi apresentado em Cabo Verde a convite do Instituto Camões e inserido nas comemorações do 25 de Abril no auditório da Escola de Negócios e Governação, com sala lotada por alunos da Universidade de Cabo Verde e com a presença de personalidades como o Professor Doutor Jorge Dias – Presidente do Conselho Directivo, Zé Perdigão – cantor Português e Cidadão Honorário de Buenos Aires e radicado em Cabo Verde, entre outros. A sessão iniciou com uma breve interpelação da Doutora Mariana Faria do Instituto Camões que deu inicio ao documentário recitando o poema de Manuel Alegre “Trova do vento que passa” dando depois a voz ao realizador Victor Lopes que falou sobre a temática “Ser um homem bom nos dias de hoje”.

 

 

Depois da projecção do filme no final da sessão, os participantes tiveram a oportunidade de interpelar o realizador colocando questões que foram prontamente esclarecidas por Victor Lopes.

Victor Lopes ofereceu uma cópia do filme à Universidade de Cabo Verde e um livro sobre a vida de Aristides de Sousa Mendes à Biblioteca do Instituto Camões onde todos podem usufruir destes trabalhos sobre a vida do Heroi Português do holoucasto podendo consulta-los sempre que desejem nestas duas instituições.

Ficando o desejo do realizador Victor Lopes de regressar a Cabo Verde no futuro sempre que algum novo projecto seu ou oportunidade o justifique.

 

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publicado às 09:43



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